sexta-feira, 5 de março de 2010

Satélite para o clima




Vídeo de lançamento do GOES-P

A NASA (Agência Espacial Norte Americana) lançou, na última quinta-feira, o Geostationary Operational Environmental Satellite-P (GOES-P), um satélite metereológico de alta tecnologia. A novidade, uma parceria da Nasa com a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos (NOAA), tem o objetivo de gerenciar o programa atmosférico, estabelecer regras, fornecer financiamento e dados sobre satélites ambientais aos EUA.

O GOES-P (Satélite Ambiental Operacional Geoestacionário, na sigla em inglês) ficará a cerca de 35,40 mil km da superfície terrestre. Ele foi levado pelo foguete Delta 4 que, após 4 horas e 21 minutos do lançamento, liberou o equipamento no espaço.

O primeiro satélite GOES foi lançado em 1975. O GOES-P é o último de uma recente geração de satélites meteorológicos americanos. A partir deles, os cientistas controlam o clima, realizam previsões e emitem advertências sobre incidentes meteorológicos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pela Mata Atlântica...

Foto: WWF-Brasil

A área do manguezal Guaratuba será protegida
pela criação da Unidade de Conservação


A WWF-Brasil lançou um abaixo assinado pedindo a criação de uma área protegida com 8.025 hectares, em Bertioga, no trecho mais conservado de Mata Atlântica no litoral de São Paulo. A área solicitada, que tem ligação com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga uma ampla diversidade de ambientes, como dunas, praias, rios e florestas. Mantém, também, um amplo número de animais raros e em extinção.

O objetivo do documento é recolher o maior número possível de assinaturas para serem entregues ao governador de São Paulo, José Serra, e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano.

“A melhor maneira de prepararmos a natureza para resistir aos impactos das mudanças climáticas é a conservação dos ecossistemas. Essa é uma forma de prevenirmos os impactos futuros. Criar áreas protegidas é necessário e urgente, pois essa também é uma medida de proteção ao indivíduo e à coletividade", relata Claudio Maretti, superintendente de Conservação da WWF-Brasil.

De acordo com o site da iniciativa, "a proteção da área em Bertioga vai contribuir efetivamente para que o Brasil cumpra meta firmada na Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas. A meta assumida pelo país é de proteção de 10% da área original do bioma até 2010." Hoje temos somente 7,9% da Mata Atlântica original.

Para assinar o documento e enviar seu apoio à WWF, clique neste link.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Caatinga: onze "São Paulos" a menos

Foto: Portal Info Escola

O total da caatinga desmatada no Brasil saltou de 43,38% em 2002 para 45,39% em 2008, o que significa menos 16.576 km² de vegetação, o equivale a onze vezes o tamanho da cidade de São Paulo. O desmatamento provocou a emissão média de 25 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano durante esse período.

De acordo com Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente , em entrevista veiculada pelo UOL Notícias, os números são "assustadores". "É muito. Isso tem de ser reduzido. Podemos dizer que equivale proporcionalmente à área desmatada na Amazônia, se considerarmos que a Amazônia é cinco vezes maior que a Caatinga". Ele ainda complementa: “Não haverá solução para a defesa da caatinga sem mudar a matriz energética, com o uso de energia eólica, de pequenas centrais hidrelétricas e do gás natural”.

O ministro afirmou ainda que serão discutidas soluções para combater o desmatamento e investir no uso sustentável deste ecossistema na reunião simultânea que ocorre em Juazeiro do Norte e em Petrolina (Pernambuco). Entre as medidas que serão defendidas está a criação do Fundo Caatinga, proposto pelo Banco do Nordeste do Brasil, e de um fundo de combate à desertificação, proposto pelo Banco do Brasil.

A caatinga é um ecossistema existente apenas no Brasil e ocupa uma área de 826.411,23 km². Abrange os estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e da Bahia, além do norte de Minas Gerais. A flora deste bioma tem 932 tipos de plantas e a fauna, 148 mamíferos e 510 aves.

terça-feira, 2 de março de 2010

As baleias e o Carbono

Foto: Greenpeace


Proteger as baleias pode evitar que milhões de toneladas de gás carbônico sejam emitidas na atmosfera. Segundo os cientistas da Universidade de Maine, responsáveis por essa afirmação, os mamíferos são as "florestas do oceano", já que estocam o gás em seus corpos e, quando mortas, liberam a substância para a atmosfera.

Para conseguir chegar à uma estimativa de emissões causadas pela caça à baleia, o cientista Andrew Pershing e sua equipe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine calcularam a capacidade anual de estocagem de gás carbônico dos cetáceos, enquanto elas cresciam. De acordo com eles, cem anos de caça liberaram uma quantidade de gás carbônico equivalente à queima de 130 mil quilômetros quadrados de florestas temperadas ou mais de 100 milhões de toneladas de CO2.

"Baleias, como qualquer animal ou planta do planeta, são feitas de muito carbono. E quando você mata e remove uma baleia do oceano, está removendo gás carbônico deste sistema de estocagem e possivelmente enviando para a atmosfera", alertou Pershing, em entrevista para a BBC Brasil.

Créditos de Carbono
O fato de simplesmente deixar grandes grupos de baleias crescerem pode "sequestrar" o gás de efeito estufa em quantidades comparadas com as de alguns programas de reflorestamento que ganham e vendem créditos de carbono.

Para Pershing, "quando as baleias morrem (de causas naturais), seus corpos afundam, então elas levam o gás carbônico para o fundo do oceano. Se o lugar onde elas morrem é fundo o bastante, será estocado fora da atmosfera, talvez por centenas de anos."

Para aproveitar isso, o cientista sugere que seja desenvolvido um sistema parecido de créditos de carbono para as baleias: "Você poderia usar esses créditos como um incentivo para reduzir a pesca ou promover a conservação de algumas das espécies". Acrescenta também que esta ideia pode ser aplicada também a outros animais marinhos como tubarões brancos e atum.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Tartarugas: extinção acelerada

Foto: Pierre Fidenci/Scientific American Brasil

O comércio ilegal das tartarugas das Filipinas está fazendo com que o número de exemplares da espécie caia de forma bastante rápida. A principal causa disso é a raridade do animal, que faz com que seus preços atinjam até US$ 2.500 em mercados como Japão, Europa e Estados Unidos.

O réptil, considerado extinto, foi redescoberto em 2001, quando alguns cientistas encontraram diversos deles à venda em mercados locais. Desde então, apenas uma população foi encontrada, na ilha de Palawan. Entretanto a população já está decrescendo: “Em alguns riachos, onde a tartaruga das Filipinas costumava existir em abundância, tornou-se difícil, quando não impossível, encontrá-la”, avaliou Pierre Fidenci, presidente do Endangered Species International (ESI), de San Francisco, em entrevista veiculada pela Scientific American Brasil.

Nos últimos quatro anos, já foram encontradas mais de 170 tartarugas para venda em mercados de animais em Manila. Os animais são mantidos no fundo de lojas e trazidos ao potencial comprador apenas quando nenhum tipo de risco é percebido. “Não há dúvidas de que mais de 500 tartarugas são vendidas todos os anos”, garantiu Fidenci.

Apesar de legalmente protegida nas Filipinas, a coerção à caça da espécie é rara. Para a ESI, as autoridades locais devem criar uma unidade especial para monitorar o comércio ilegal e gerar modos de vida alternativos para aqueles que estão capturando as tartarugas no meio ambiente. De acordo com eles, uma das soluções seria “transformar os negociantes em preservadores e oferecer-lhes uma remuneração por seu empenho”.