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| Omar Torres/AFP |
Ao contrário do cenário que parecia se desenhar, indicando um desfecho desanimador, a COP 16 terminou com um balanço positivo.
Mesmo sem a presença de grandes líderes e carregando o descrédito da COP 15, realizada no ano passado em Conpenhage, a 16ª Conferência aprovou os chamados “Acordos de Cancún” que representam “um novo começo” para as ações internacionais de combate às mudanças climáticas, segundo a diplomata costa-riquenha Christiana Figueres, secretária executiva do evento.
Um dos pontos mais importantes dos acordos foi a criação do Fundo Verde do Clima, uma reserva de recursos na qual os países desenvolvidos se comprometeram a contribuir financeiramente com os países emergentes nas ações de redução de emissões. O Fundo, que será gerido provisoriamente pelo Banco Mundial, prevê que até 2020 sejam depositados US$ 100 bilhões.
Outro acordo importante foi o restabelecimento do programa REED (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), que estabelece compensações às nações que reduzirem seus índices de desmatamento.
Sobre o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, a única “conclusão” foi que sua prorrogação ou não será decidida na COP 17, em Durban, África do Sul. A chanceler mexicana Patricia Espinosa foi tida coma uma personagem importante para os acordos da COP 16 por sua capacidade de diálogo e postura ao liderar a resolução dos pontos mais críticos das negociações.

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