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| ActiveE, da BMW (divulgação) |
Por Fernando Badô
Chega de protótipos funcionais (leia-se feios). Audi e BMW anunciaram a produção de uma série de automóveis elétricos que vão combinar características atraentes, como linhas modernas e potência, com conceitos de sustentabilidades, bem ao gosto dos ambientalistas. Dessa forma, as montadoras alemãs abrem as portas para inserir veículos movidos a energias mais limpas na estratégia comercial.
O primeiro a chegar ao mercado será o ActiveE. Previsto para 2011, seu design tem “cara” de BMW (quem conhece os modelos percebe isso de longe), mas com um detalhe: pode ser abastecido em tomadas convencionais e a bateria leva três horas para ser completamente carregada. De tanque cheio o carro percorre até 160 quilômetros.
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| Audi e-tron (divulgação) |
Em 2012 começa a rodar o Audi e-tron, que promete uma aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e velocidade máxima de 200Km/h. A recarga dura entre 6 e 8 horas, mas garante uma autonomia de 250 quilômetros.
Carro ou planta?
Vamos bater um papo reto: ser sustentável é bom, mas existe um limite para o ridículo. Essa palavra, aliás, define perfeitamente o YeZ, protótipo desenvolvido em parceria entre a chinesa SAIC, a GM e a Volkswagen.
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| YeZ, o carro planta (divulgação) |
No conceito tudo ótimo: é feito com material orgânico, usa energia solar e eólica e – grande sacada – traz um dispositivo que absorve dióxido de carbono e o transforma em oxigênio. Praticamente uma fotossíntese.
O problema é o design. Na contramão da Audi e da BMW, os projetistas basearam o desenho do automóvel em uma planta. Projeto conceito? Então por que durante a durante a apresentação do YeZ, na Expo Xangai 2010, as montadoras disseram ter a expectativa de que o carro pudesse circular pelas ruas “em breve”. Acho que não, viu?
Publicado originalmente na revista eletrônica Onne - Portal MSN.
Publicado originalmente na revista eletrônica Onne - Portal MSN.



1 pessoas comentaram:
Tudo isso é muito lindo, mas a triste verdade é que o carro elétrico não tem nada de sustentável. Para produzir um carro gasta-se em média sete vezes mais energia do que o carro consome em toda a sua vida útil. Além disso, o carro elétrico continua sendo um transporte individual e ocupa o mesmo espaço que o carro comum nas ruas, competindo com (e prejudicando) as formas de transporte mais sustentáveis tais como o transporte coletivo e o transporte a pé ou de bicicleta.
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